segunda-feira, 16 de abril de 2012

Prisioneiro


O prazer dos dias… o que é?
O vento da liberdade… como sopra?
A canção da vida vivida para além
Da idealização conseguida… como soa?
As memórias de uma época?
Ah, sim, as pequenas luzes
Que iluminam minha solidão…
Sentires? Loucuras? Paixões?
Ecoam em surdina nas paredes
Que me cerram num espaço…
Minha existência é esta,
A de ser algo entre correntes
E dias de contínua mudez…
E poucas são as gravuras
Que o entrelaçado das grades
Me permite observar, aqui,
Na quietude dos instantes
De um Tempo sem rosto, sem nome,
Sem Vida.

Pedro Belo Clara
Poeta português

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